Projeções da Euromonitor indicam que o mercado brasileiro de leites vegetais pode atingir R$ 1 bilhão em vendas até 2029.
Sustentado pela ampliação do consumo de alternativas às bebidas lácteas tradicionais e pela maior presença desses produtos no varejo alimentar. Nesse contexto, a Vida Veg registrou crescimento relevante em 2025 após a introdução de uma versão de suas bebidas vegetais com maior estabilidade em temperatura ambiente.
Segundo dados divulgados pela empresa, o volume comercializado avançou 93% em comparação com o mesmo período de 2024, desempenho atribuído principalmente à reformulação do produto e aos ganhos operacionais decorrentes da ampliação do prazo de validade fora da refrigeração. O movimento ocorre em sentido oposto à retração observada em algumas categorias de bens de consumo não duráveis ao longo do período.
As bebidas, formuladas à base de aveia, coco ou amêndoa, passaram a utilizar um processo térmico que permite o armazenamento em temperatura ambiente antes da abertura. A mudança reduz a dependência da cadeia refrigerada e amplia as possibilidades de distribuição e exposição nos pontos de venda, fator considerado estratégico para marcas que buscam escala nacional.
De acordo com a empresa, o produto é comercializado em garrafas plásticas recicláveis de 700 ml, com barreiras contra luz, oxigênio e microrganismos, com foco na preservação das características sensoriais e nutricionais durante o prazo de validade. O posicionamento atende a um público que busca bebidas sem lactose, sem glúten e sem adição de açúcares, perfil que tem ganhado relevância nas decisões de compra.
Entre as categorias do portfólio, o leite de aveia apresentou o maior avanço. No acumulado do ano até novembro, o crescimento informado foi de 163%, com aceleração pontual em fevereiro, quando o volume comercializado superou o registrado no mesmo mês do ano anterior.
Como parte da estratégia de sustentação desse crescimento, a Vida Veg ampliou sua estrutura industrial. No final de 2024, a empresa investiu R$ 10 milhões na expansão da unidade fabril de Lavras (MG), triplicando a área instalada e elevando a capacidade produtiva de 200 toneladas mensais para até mil toneladas por mês.
O movimento sinaliza uma tendência mais ampla no segmento de bebidas vegetais, em que ganhos logísticos, eficiência operacional e extensão de shelf life vêm se consolidando como fatores-chave para a competitividade das marcas no mercado brasileiro.